Purgatório
Negros eram seus cabelos,
Seus olhos, sua tez;
E então estive, talvez,
Repleto do negro do mundo
Névoas, espumas de ventos áridos
Açoitando-me os olhos lacrimosos
Negro eram os anjos brumosos,
Assim como o jardim e o céu - todos pálidos.
Minha querida, hoje me detive sonhando,
Pintando a sombra de todo mundo;
Mas negror e palor dançando,
Impossíveis de pintar, todos morimbundos.
Descobri que então não sonhava,
Até as lágrimas eram negras!
Acorde meu amor, acorde!
Pois agora nada vejo, só há escuridão no mundo...
Pietro Sanchini - Shintaro
Tão Shint, senti falta. Gostei como sempre gosto.
ResponderExcluirTão Shint, senti falta. Gostei como sempre gosto.
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