quinta-feira, 14 de julho de 2016

Desejo de nada

Havia um silêncio,
um mordiscar.
Tudo era retórica,
sussurros no ar.
Tentava esquecer,
só fazia lembrar.

Retornaram seu mundo,
Não podia reclamar,
Deram-lhe todo seu reino,
Mas faltava-lhe seu bem estar.
A felicidade é mesquinha,
Nem tudo que tem,
A transforma, a forma.
Deram-lhe as portas,
ela amorfa.

Não desejava uma vida leve,
Nunca a teve, aliás.
O que queria era pouco,
Em frente a tanta mediocridade.
Lhe deram tudo, esqueceram do amor.
Foi tanto e tanto,
Que lhe sobrou a dor.
Agora a chorar,
Nada mais quer,
Por que viver de nada,
já basta.
Já bastava agora,
que fugiu.



(Eu até que gostaria de escrever algo, mas nada mais me "apetece" do que isto) 



5 comentários:

  1. Sempre tão magistral nos arrepios que me proporcionas. Adoro-te muito, nem preciso dizer que está lindo...

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  2. Me perco nas palavras da Yanni... Um mar profundo de descobertas interiores!

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  3. Me perco nas palavras da Yanni... Um mar profundo de descobertas interiores!

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  4. Poema, se posso fazer um paralelo, bastante lucreciano. A vida é o caos. Por fim acabamos ficando com esse klinamen. Muito belo! Obrigado por postar!

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  5. Yanni é muito profunda em coisas que correm, não sei ser assim. kkk medo de postar um poema neste lugar, ainda estou rimando as frases mais óbvias... Mas por isso és minha algoz, me matas sempre que te leio rsrs muito bom amiga...

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